A conectividade dos carros ainda está engatinhando. Segundo a empresa americana Here, especializada em serviços e aparelhos de localização por satélite, atualmente existem apenas 23 milhões de veículos conectados, para uma frota mundial de 1 bilhão de unidades. Nos próximos anos, porém, os veículos vão se tornar cada vez mais conectados. A estimativa é de que, em 2020, o número desse tipo de automóvel chegue a 152 milhões de unidades. Isso inclui desde os modelos com acesso à internet até os autônomos, que dependerão totalmente das conexões digitais para se deslocarem.


Espera-se que as primeiras unidades dos veículos autoguiados comecem a chegar ao mercado por volta dessa data.

Especialistas que estiveram reunidos em um fórum sobre telemática realizado em São Paulo, em setembro, afirmaram que no futuro os automóveis se transformarão em dispositivos eletrônicos como os smartphones e os tablets. Além de servirem para o transporte de pessoas e cargas, os "smartcars" poderão se conectar a satélites, ruas, estradas e também a centrais de armazenamento de informações externas. Isso vai alterar a forma como as pessoas se relacionam com seus veículos, em diversos sentidos. Ao fim do processo de transformação, não haverá mais distinção entre condutores e passageiros, todos serão usuários do veículo. Ao lado, é possível ter uma ideia de como poderá
ser a vida a bordo no futuro.

PREPARADO
A partir do registro dos hábitos do usuário, o veículo pode, por exemplo, ligar o ar-condicionado minutos antes da partida para deixar a cabine na temperatura ideal. Se o carro tiver mais de um usuário, basta que ele se identifique, o que pode ocorrer por meio de um aplicativo de celular. Além do ar, o veículo pode ajustar bancos, configurações de painel etc.
Quem faz: o novo BMW i3.

SEGURANÇA
Com informações de seus próprios sensores e enviadas por outros carros, dispositivos da via (como nas estradas inteligentes que existem na Califórnia, nos Estados Unidos) e uma central de serviços, o carro poderá se locomover de forma rápida (em um trânsito mais organizado) e sem acidentes.
Quem faz: empresas como a Here.

TELEMETRIA
Considerando seu consumo (combustível ou eletricidade) e o desgaste de seus componentes, o veículo será capaz de avisar a necessidade de reabastecimento - considerando a distância que deverá percorrer naquele deslocamento e a oferta de postos de serviço nas proximidades - e também as paradas para manutenção. 
Quem faz: o Mercedes-Benz Bertha (em teste na Califórnia).

TRABALHO E LAZER
Sem a necessidade de tomar as decisões da condução, o usuário poderá usar o tempo da viagem em atividades profissionais ou de lazer, consultando sites e mensagens, lendo livros, assistindo a filmes e noticiários etc. Por meio de um serviço de concierge, oferecido pelo provedor de acesso à rede, é possível pesquisar atrações e pontos de interesse, como museus, teatros, bares e restaurantes.
Quem faz: o carro autônomo do Google.

NO TRÂNSITO
Conhecendo os mapas e destinos, um veículo será capaz de optar sozinho por um roteiro, priorizando o tempo ou o menor consumo. Mas também poderá sugerir rotas alternativas, levando em conta a oferta de lojas e serviços ou mesmo a paisagem do lugar (no caso de o usuário estar visitando aquele local). 
Quem faz: carro em desenvolvimento pela americana Tesla.

VALLET SERVICE
Chegando ao destino, o automóvel pode deixar o usuário e seguir sozinho para o estacionamento, usando o sinal do GPS e os mapas digitais para localizar as vagas. Na volta, basta o motorista enviar um sinal para o carro, via celular, para que o veículo o apanhe no lugar onde o deixou. 
Quem faz: um protótipo da Audi.